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(sem título) É algo como

  • Foto do escritor: Tonne de Andrade
    Tonne de Andrade
  • 6 de fev. de 2022
  • 1 min de leitura

#pratodosverem: quadrado de fundo preto com o poema a seguir escrito em letras brancas:


É algo como uma febre

que escorrega

pela minha medula

óssea

A confusão me devora

Cada naco de carne

é um pedaço

Não se brinca

nem com fogo

nem com faca


Mas afinal,

já estou cortada

e queimada


Que se aproveite

até a última parte

do meu eu

repartido.


20/10/09


 
 
 

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