
#pratodosverem: quadrado de fundo branco, na metade esquerda há uma foto de um horizonte com montanhas sob um céu alaranjado que vai ficando azul. Na metade direita, trecho do poema a seguir:
Te vejo
e minha boca se inunda
de saliva
cujo gosto é ácido
como o das uvas
no café-da-manhã
Nunca houve café-da-manhã
Sempre há café
(e falta-lhe calor e açúcar),
mas nunca houve manhã
porque a noite nunca acabou
Dizem que são tristes
as coisas que têm fim,
mas não é mais triste
o horizonte?
Aqueles que rumam para ele
o vêem sempre lá:
braços estendidos
de leste a oeste
prontos prum abraço
que não se consuma
Pois a cada passo
também ele recua
A manhã sorri
do horizonte
É luz e frieza
que esconde a minha noite
sempre a fugir de mim...
01/02/2010
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