(sem título) Sob as unhas
- Tonne de Andrade
- 13 de set. de 2021
- 1 min de leitura

#pratodosverem: quadrado preto com o poema a seguir escrito em letras brancas:
Sob as unhas
pele morta e poluição
Entre os nós do cabelo
um facho de vento sujo
ficou preso
Na língua,
sobraram gostos
reconhecíveis como passado
Nos joelhos,
calombos
Nos pés, calos
O nariz aspira
angustiado
Nos olhos
bolas que brilham
difusas, confusas,
que se dissolvem
na imaginação
No coração
um compasso
que não sabe girar
22/06/09
Comentarios