Nas veias, gás de isqueiro
- Tonne de Andrade
- 24 de out. de 2020
- 1 min de leitura
I
Ela não sabia
tudo o que estava em jogo
Ela nunca gostou de jogar
E de repente, se viu ali
no meio do fogo
Achou que fosse apagar
Alguém me dê um fósforo
ou um isqueiro
Ou qualquer coisa
que me faça queimar
Pisando em brasas,
destruindo casas,
soltando fumaça
Prestes a me apagar
II
Não sei se sou incêndio
Ou se sou insulto
Não sei se sou ardente
Ou se sou vulto
Não sei se estou latente
Ou insepulto
Não sei se me consumo
Ou se me contento
Nas minhas veias
Labaredas
Nas minhas ideias
Remendas
Um eu prestes
A se apagar
Nos meus pulmões
Alimentas
O ar que me faz
Arder
No meu peito
Não deixe morrer
O fogo que me faz matar
Novembro / 2008
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