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Obrigada pela companhia

  • Foto do escritor: Tonne de Andrade
    Tonne de Andrade
  • 24 de set. de 2019
  • 1 min de leitura

Ela ficava deitada qual Esfinge,

guardiã do lar,

aguardando a dona retornar

E quando chegávamos

com pulos e lambidas

nos vinha saudar

Agora, saudades sentimos

quando ao entrar na mesma casa

não há mais essa criança

e suas quatro patas

prontas para comemorar

A porta ficará desprotegida

e não haverá mais

a caminhada de domingo

Na noite em que se foi

estava o céu negro como seu pêlo

e o ar fresco como seus latidos

nos chamando pra correr

Quem nos fará companhia

quando os humanos não se compreendem?

Quem me fará espirrar?

Quem virá nos pedir comida?

Ou trazer a bolinha para brincar?

Não há céu para os humanos

e eles nem o merecem,

mas deve haver sim um céu

para cachorras como você

i.m. Cléo, a cocker spaniel da Nany, 29/12/2007

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